No leste da República Democrática do Congo (RDC), equipes médicas correm contra o tempo para controlar os sintomas do Ebola, proteger a si mesmas e impedir a propagação do vírus. O número de casos tem aumentado, colocando os profissionais de saúde na linha de frente de uma batalha exaustiva.
Para garantir a segurança, todos os pacientes, de casos suspeitos a confirmados, são isolados. Profissionais e qualquer pessoa em contato com eles devem usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) rigorosos para minimizar o risco de transmissão. A inovação surge como aliada, com o uso de estruturas como a Cube.
Essa unidade transparente, desenvolvida pela ONG Alima, permite o atendimento médico sem contato direto, utilizando luvas em formato de túnel acopladas à estrutura. A iniciativa visa oferecer um padrão de atendimento elevado, uma experiência positiva para o paciente e, crucialmente, a segurança dos profissionais de saúde. No entanto, a disponibilidade dessas unidades ainda é um desafio, com poucas estruturas para o número crescente de casos suspeitos. Conforme informação divulgada pela BBC, a Alima relatou a chegada de duas unidades Cube em Bunia, epicentro do surto, com mais duas a caminho.
A escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é um alerta constante. O Conselho Internacional de Enfermeiros já expressou preocupação com a falta desses materiais, com enfermeiros na RDC temendo por sua segurança. O vírus Ebola, transmitido por fluidos corporais infectados, tem se espalhado rapidamente devido à dificuldade de confirmação dos casos nos estágios iniciais.
Os sintomas iniciais do Ebola, como dor de cabeça, febre e fraqueza, são semelhantes aos de outras doenças comuns na região, como malária e febre tifoide. Essa semelhança dificulta o diagnóstico precoce. Um sintoma menos comum, mas que pode surgir mais tarde, é o sangramento em diversas partes do corpo. Essa dificuldade diagnóstica, segundo o médico Armand Sprecher, especialista em Ebola da organização Médicos Sem Fronteiras, impede o