O Irã realizou um ataque com mísseis balísticos e drones contra a Jordânia, resultando na morte de dois militares americanos e um desaparecido, conforme anunciado por autoridades militares dos EUA. A ofensiva intensifica a escalada de tensões entre Washington e Teerã após o fim do acordo de cessar-fogo e o bloqueio de portos iranianos.
O ataque ocorreu em um momento de acirramento das hostilidades na região, com o Irã visando aliados dos EUA e declarando o fechamento do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos, por sua vez, têm realizado ataques contra o Irã nas últimas semanas, elevando o número de mortos e feridos em ambos os lados.
A situação geopolítica se agrava com a declaração do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, que afirmou que a assinatura do presidente americano não tem valor algum. A Jordânia, que abriga uma base americana, já havia anunciado a interceptação de mísseis iranianos disparados contra seu espaço aéreo.
Autoridades militares americanas confirmaram a morte de dois militares dos EUA e o desaparecimento de um terceiro após o ataque iraniano na Jordânia. A identidade dos falecidos e os detalhes exatos das circunstâncias do incidente ainda não foram divulgados. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã alegou, segundo a mídia estatal iraniana, ter destruído pelo menos dois aviões de combate americanos na base de Al-Azraq, na Jordânia.
As forças armadas da Jordânia anunciaram ter interceptado 10 mísseis iranianos que foram disparados contra seu espaço aéreo durante a noite. O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que quatro militares americanos foram hospitalizados na Jordânia para receberem atendimento médico após o incidente, mas já tiveram alta. O número total de mortos dos EUA no conflito subiu para 16, com a confirmação da morte de um piloto da Marinha dos EUA desaparecido desde o início do mês.
No Irã, pelo menos 50 pessoas foram mortas e mais de 500 ficaram feridas em ataques dos EUA nas últimas três semanas, de acordo com a mídia estatal iraniana, citando o Ministério da Saúde do país. Em resposta às mortes, o Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarou em sua conta no X, anteriormente Twitter, que o sacrifício dos militares americanos apenas fortalece a determinação dos EUA.
As hostilidades entre os EUA e o Irã se intensificaram drasticamente na última semana. Os Estados Unidos reimposeram um bloqueio aos portos iranianos, enquanto Teerã atacou aliados americanos no Golfo, incluindo a Jordânia, e declarou o fechamento do Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump declarou o fim do acordo de cessar-fogo, levando a sete noites consecutivas de ataques americanos contra o Irã. Milhares de pessoas foram mortas no Oriente Médio desde o início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, segundo dados oficiais.
Um acordo preliminar para encerrar a guerra, alcançado em junho, não durou muitas semanas. No final da noite de sábado, 18 de julho, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou em comunicado que as “repetidas violações” do acordo pelos Estados Unidos “revelaram uma verdade fundamental: a assinatura do presidente americano não tem valor algum e é totalmente desprovida de credibilidade”. Khamenei não é visto em público desde o ataque que vitimou seu pai no início da guerra.