A tensão no Oriente Médio atingiu um novo pico com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrando estar ciente de uma proposta diplomática apresentada pelo Paquistão. A oferta busca estender o prazo para um acordo com o Irã, visando evitar um conflito de proporções catastróficas. A Casa Branca confirmou que Trump está a par da iniciativa, que propõe um cessar-fogo temporário e a abertura do Estreito de Ormuz.
Enquanto o ultimato de Trump para que o Irã reabra o estratégico Estreito de Ormuz se aproxima, com o prazo final estabelecido para as 21h desta terça-feira (horário de Brasília), o cenário global acompanha atentamente os desdobramentos. As ameaças americanas, que incluem a possibilidade de bombardear infraestruturas civis iranianas, como usinas de energia e pontes, geraram um clima de apreensão em diversas nações.
Especialistas alertam que tais ações poderiam ser consideradas crimes de guerra, aumentando a complexidade da situação. Paralelamente, o Irã tem mobilizado seus cidadãos, com iniciativas como a formação de “correntes humanas” em torno de instalações estratégicas, em uma demonstração de resistência e unidade nacional diante das ameaças. Essa notícia foi divulgada conforme informações da Casa Branca e cobertura da BBC News.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, solicitou formalmente ao presidente Trump que estenda o prazo para negociações com o Irã por duas semanas. O objetivo é permitir que os esforços diplomáticos “sigam seu curso” e alcancem uma solução pacífica para o conflito. A proposta inclui um cessar-fogo de duas semanas, a abertura do Estreito de Ormuz e, posteriormente, negociações para um fim permanente da guerra.
Sharif também pediu ao Irã que abra o Estreito de Ormuz durante o período de duas semanas como um gesto de boa vontade. A iniciativa paquistanesa reflete a preocupação internacional com a escalada das tensões e a busca por caminhos alternativos à confrontação militar direta.
Apesar de estar ciente da proposta paquistanesa, Donald Trump manteve um tom firme em suas declarações, afirmando que “toda uma civilização poderá morrer” caso o Irã não aceite um acordo. Ele também sugeriu que “algo revolucionariamente maravilhoso pode acontecer” se um acordo for alcançado, indicando a complexidade da situação e a possibilidade de desfechos variados.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que “somente o presidente sabe o que ele fará” ao final do prazo. Ela reiterou que o regime iraniano tem até as 20h, horário dos EUA, para “se adequar à situação e chegar a um acordo com os Estados Unidos”.
Em resposta às ameaças de Trump, o Irã tem intensificado a mobilização de sua população. Autoridades iranianas incentivaram a formação de “correntes humanas” ao redor de usinas de energia para prevenir possíveis ataques. O vice-ministro da Juventude e Esportes do Irã, Alireza Rahimi, afirmou que a campanha “Corrente Humana da Juventude Iraniana por um Amanhã Brilhante” ocorreu “em todo o país”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que 14 milhões de iranianos se inscreveram para “sacrificar suas vidas para defender o Irã”, em um sinal da forte unidade nacional. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, enfatizou que a “lógica” de uma nação “civilizada” prevalecerá sobre a “força bruta”, utilizando a hashtag #IranWillWin.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, um número crescente de políticos democratas tem defendido a aplicação da 25ª Emenda da Constituição, que permitiria ao vice-presidente assumir o cargo caso o presidente seja considerado incapaz de cumprir suas funções. Parlamentares democratas acusaram Trump de “ameaçar cometer crimes de guerra genocidas” e de ser “perigoso demais” para ter acesso aos códigos nucleares.
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez classificou as ameaças de Trump como “uma ameaça de genocídio” que justifica sua remoção do cargo. Líderes democratas na Câmara dos Representantes pediram aos republicanos que se juntem a eles em uma “votação para encerrar esta guerra imprudente e voluntária no Oriente Médio antes que Donald Trump arraste nosso país para a Terceira Guerra Mundial”, descrevendo o presidente como “completamente desequilibrado”.