O conflito entre Israel e Irã, que já se estende por seis dias, registrou novas escaladas nas últimas horas, com explosões reportadas em Bahrein, Catar e Azerbaijão. A guerra, que começou com ataques mútuos, agora demonstra um alcance cada vez maior, afetando diretamente outros países da região e gerando preocupações globais.
As tensões aumentaram após ataques com mísseis e drones, com ambos os lados acusando o outro de atingir áreas civis. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou ter interceptado e destruído centenas de projéteis, mas confirmou que alguns caíram em seu território, resultando em mortes e feridos, a maioria estrangeiros.
A instabilidade na região também impactou o tráfego aéreo, com algumas rotas sendo retomadas gradualmente após dias de interrupções. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Congresso votou contra uma medida que visava limitar a capacidade do presidente Donald Trump de ordenar futuras ações militares contra o Irã, indicando um cenário geopolítico complexo.
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos detalhou que foram detectados 196 mísseis balísticos e destruídos 131 drones desde o início dos combates. No entanto, um míssil e seis drones conseguiram atingir o território nacional, resultando na morte de três estrangeiros e ferindo 94 pessoas. A situação é crítica, com o Irã acusando os EUA e Israel de bombardeios deliberados contra áreas civis.
No Líbano, ataques israelenses nos subúrbios de Beirute, um reduto do Hezbollah, resultaram em mortes e feridos. Autoridades libanesas estimam que mais de 80 mil pessoas foram deslocadas devido à intensificação dos confrontos. Em Beirute, uma mulher descreveu a destruição em sua casa, expressando alívio por não haver vítimas no local, apenas perdas materiais.
O Azerbaijão também foi alvo de ataques, com o Ministério das Relações Exteriores informando que drones iranianos atingiram o terminal do Aeroporto Internacional de Nakhchivan e uma escola na vila de Shakarabad. Dois civis ficaram feridos, e o embaixador iraniano no país foi convocado para receber um protesto formal. Imagens verificadas pela BBC mostram fumaça e explosões na área do aeroporto.
A companhia aérea Qatar Airways anunciou a retomada de voos de repatriação de Omã para cidades europeias, mas as operações principais a partir de Doha permanecem suspensas devido ao fechamento do espaço aéreo do Catar. A própria capital catariana registrou fortes explosões, com alertas de segurança elevados e o Ministério da Defesa confirmando a interceptação de um ataque de míssil.
O Bahrein informou ter destruído 75 mísseis iranianos e 123 drones desde o início dos ataques. As Forças de Defesa do Bahrein descreveram os atos como “sucessivas ondas de hediondos ataques terroristas iranianos” e pediram à população que permaneça em casa. O uso de mísseis e drones contra alvos civis foi classificado como uma violação do direito internacional humanitário.
Em Teerã, novas imagens capturadas pela manhã mostram destruição na capital iraniana, com densa fumaça subindo ao céu. O Irã lançou mísseis contra Israel durante a noite, enquanto Israel intensificou seus bombardeios. Sirenes de alerta aéreo soaram em Tel Aviv e Jerusalém, com explosões visíveis no céu devido à interceptação dos projéteis.
O Aeroporto Ben Gurion de Israel foi reaberto após cinco dias de fechamento. O primeiro voo de repatriação vindo de Atenas trouxe de volta cidadãos israelenses que estavam no exterior. Companhias aéreas israelenses planejam repatriar cerca de 100 mil pessoas. A reabertura do espaço aéreo ocorre de forma parcial e gradual, dependendo da evolução da situação de segurança.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a Câmara dos Representantes votou contra uma resolução que restringiria a capacidade do presidente Donald Trump de engajar em mais ações militares contra o Irã. A decisão reflete a complexa dinâmica política interna dos EUA em relação ao conflito.