Com mais de quatro décadas cobrindo conflitos ao redor do globo, um jornalista experiente aponta 2025 como um ano de preocupação crescente, culminando em um 2026 potencialmente decisivo para o cenário mundial.
A percepção é de que as guerras atuais, como a da Ucrânia e o conflito em Gaza, podem ser apenas prelúdios para tensões maiores, com implicações geopolíticas de magnitude sem precedentes.
Se a Terceira Guerra Mundial era imaginada como um confronto nuclear, é hora de repensar. O especialista sugere que o futuro pode ser moldado por manobras diplomáticas e militares, onde a autocracia ganha espaço e a coesão da aliança ocidental é ameaçada. Conforme informação divulgada pelo jornalista, o processo já começou.
A guerra na Ucrânia, que já vitimou milhares de civis, é vista como um ponto central. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já alertou sobre o risco de escalada para uma guerra mundial. A Rússia, por sua vez, demonstra uma postura assertiva, com declarações de Vladimir Putin indicando prontidão para um confronto caso a Europa deseje.
A invasão russa, justificada por Moscou como proteção contra a expansão da OTAN, é vista por Putin como um desejo de restaurar a esfera de influência regional. O Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra Putin por suposto sequestro de crianças ucranianas, acusação negada pela Rússia.
O cenário se agrava com a percepção de que os Estados Unidos, sob a administração Trump, demonstram incerteza quanto à proteção da Europa. Um relatório de segurança nacional americano aponta para a “perspectiva sombria de apagamento civilizacional” no continente europeu, um ponto bem recebido pela Rússia.
Paralelamente, a China mantém sua ambição sobre Taiwan. O presidente Xi Jinping foi instruído a preparar o Exército de Libertação Popular para uma invasão até 2027. A falta de ação decisiva pode ser interpretada como fraqueza por Xi, algo que ele busca evitar.
A liderança chinesa, marcada pela repressão de levantes populares no passado, como o massacre da Praça da Paz Celestial em 1989, mantém vigilância constante contra qualquer sinal de oposição. O temor de instabilidade interna, mesmo com o crescimento econômico, é uma constante.
Um ex-político chinês de alto escalão, rival de Xi Jinping, afirmou que “você nunca vai entender o quão inseguro um governo se sente quando sabe que não foi eleito”, ressaltando a fragilidade intrínseca de regimes não democráticos.
O ano de 2026 se apresenta como um divisor de águas. A Ucrânia pode ser forçada a aceitar um acordo de paz com perdas territoriais significativas. A questão central é se haverá garantias sólidas para impedir futuras agressões russas.
A Europa precisará assumir uma parcela maior do esforço de defesa, especialmente se os EUA continuarem a se afastar do continente. A economia europeia, dez vezes maior que a russa, precisa se mobilizar.
A ascensão da autocracia e a potencial fragmentação da aliança ocidental são os principais receios. A ideia de uma Terceira Guerra Mundial como um confronto de armas nucleares pode dar lugar a um cenário mais complexo, com manobras diplomáticas e militares definindo o futuro da ordem mundial.
O jornalista ressalta que Putin é um jogador, e a invasão da Ucrânia demonstra sua disposição para arriscar. As ameaças de armas russas contra países europeus são assustadoras, mas o Ocidente ainda conta com a dissuasão nuclear americana.
No entanto, a retirada dos EUA do cenário global pode alterar esse equilíbrio. A Europa precisa se preparar para um futuro com menor apoio americano, fortalecendo suas próprias capacidades de defesa.
O cenário global em 2026 é incerto, mas as tensões atuais indicam um período de redefinições geopolíticas. A capacidade das nações de navegarem por essas águas turbulentas determinará o futuro da paz mundial.